Saxofón Latinoamericano


La investigación sobre el saxofón en el contexto de la creación musical contemporánea de América Latina ha sido una preocupación permanente del trabajo artístico y docente del Dr. Miguel Villafruela, con el propósito permanente de ampliar el repertorio para el instrumento e incentivar la motivación hacia la creación de obras para el saxofón de parte de los compositores latinoamericanos.

En ese sentido, esta publicación Saxofón Latinoamericano tiene entre otros objetivos, a difundir la creación de los compositores latinoamericanos para saxofón e informar todo lo relacionado con el repertorio para el instrumento, existente en esta región del mundo.

Esta página es la primera edición para Internet que aborda el tema del saxofón en América Latina y a la vez se convierte en la actualización y renovación constante de su libro El Saxofón en la Música Docta de América Latina.

Obra escogida

CompositorRicciardi, Rubens (1964 )
PaisBrasil
ObraGymnopedie No. 4 (1985)
FormatoSaxofón y piano
Instrumentación

Saxofón alto y piano. 

MovimientosUn movimiento
Duración3:00
Nivel5° año
Dedicado a:Marcos de Almeida Prado
Datos Compositor

Rubens Russomanno Ricciardi é compositor, maestro, arranjador, musicólogo e pianista ribeirãopretano, nascido em 1964. Foi aluno de Olivier Toni (teoria musical), em São Paulo, desde 1979.

Em 1983 venceu o Concurso de Composição Ligue para um clássico da Televisão Cultura em São Paulo.
É graduado em Licenciatura (1985) pelo Departamento de Música da ECA-USP, em São Paulo, onde estudou composição com Gilberto Mendes e Stephen Hartke.

De 1987 a 1991, com bolsa do Governo da República Democrática Alemã (RDA/DDR), especializou-se em musicologia, sob orientação de Günter Mayer, na Universidade Humboldt de Berlim, onde atuou também com canto coral, sob orientação de Peter Vagts, e foi aluno de órgão de Dietmar Hiller (monitor).

Ainda em Berlim frequentou classes de regência e composição com Friedrich Goldmann, bem como um curso de extensão em composição e orquestração com Pierre Boulez (em Berlim Ocidental).

De volta ao Brasil, de 1992 a 1995, foi coordenador do núcleo de Ribeirão Preto do Festival Música Nova em parceria com o SESC de Ribeirão Preto e, de 1998 a 1999, foi coordenador artístico e coordenador geral, ao lado de Gilberto Mendes, deste mesmo festival, com concertos realizados em Santos, São Paulo e Ribeirão Preto, em parceria com o Itaú Cultural.

Pelo Departamento de Música da ECA-USP, em São Paulo, tornou-se mestre (1995) com dissertação sobre Hanns Eisler; doutor (2000) com tese sobre Manuel Dias de Oliveira; livre-docente (2003) com tese em composição e linguagem musical; efetivou-se como professor de teoria musical (2005) e, finalmente, venceu o concurso para professor titular em regência e instrumento (2006).

De 1995 a 2002, foi membro da diretoria e depois também presidente do conselho da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto (OSRP), com vários projetos desenvolvidos inicialmente em parceria com Roberto Minczuk (1995-2000) e depois com Cláudio Cruz (2002-2011) – tendo sido o responsável pela contratação de ambos os maestros. No segundo semestre de 2012, foi, pela última vez diretor artístico da OSRP.

De 1997 a 2001, atuou como musicólogo junto à OSESP, a convite de John Neschling, realizando a revisão musicológica e edição crítica de mais de 30 obras sinfônicas e coral-sinfônicas de compositores brasileiros (Manuel Dias de Oliveira, José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita, Florêncio José Ferreira Coutinho, José Maurício Nunes Garcia, João de Deus de Castro Lobo, Henrique Oswald, Alexandre Levy, Francisco Braga, Souza Lima, Olivier Toni, Gilberto Mendes, Edino Krieger e Roberto Victorio), por ocasião do projeto Criadores do Brasil junto à Editora da OSESP (bem como com a gravação de CDs enquanto edição crítica e pesquisa musicológica, destacando-se a partitura para o CD da ópera Jupyra de Francisco Braga, pelo Selo BIS da Suécia).

Sua obra sinfônica Candelárias, estreada pela OSRP, em 1995, foi premiada no México, em 2000 - obra esta que vem sendo executada por várias orquestras no Brasil e no exterior, com capítulo específico sobre esta obra no livro "Percussão orquestral brasileira" de Eduardo Gianesella, pela Editora da UNESP (2002).

Foi bolsista da CAPES (no mestrado) e da FAPESP (no doutorado), sendo desta última, desde 2007, relator em música. Tem artigos e capítulos de livros em musicologia publicados no Brasil, em Portugal e na Alemanha. Suas áreas de atuação em música são composição (poíesis), musicologia (theoria) e interpretação/performance (práxis) e suas linhas de pesquisa 1) Filosofia da Música e 2) Música Brasileira: história, interpretação-execução, processos composicionais e editoriais.

Como compositor e intérprete vem se apresentando em diversos concertos e festivais nas principais cidades brasileiras, como o Festival Música Nova (Santos, São Paulo, Campinas e Ribeirão Preto), Seminários Internacionais de Música de Salvador, Campos do Jordão, Bienal de Música Contemporânea do Rio de Janeiro, Instituto Goethe de São Paulo e Porto Alegre, e, em março de 2012, no Festival KlangZeit de Música Contemporânea de Münster (Alemanha), onde recebeu a encomenda e estreou sua nova obra Lenda de Hirohima do ciclo Babel com o Ensemble Mentemanuque. Também apresentou obras próprias, em fevereiro de 2014, em Campobasso, Faenza e Cento (turnê pela Itália com o Ensemble Mentemanuque). Ainda em 2014, apresentou-se em junho como compositor no Festival de Música Contemporânea da Escola Superior de Música da Universidade de Münster (Alemanha), com composições suas para música de câmara (Cantigas de ninar, Elegia, Menschentotenlied, Praeludium e Señora Oriana – a Dulzinea del Toboso).

Em janeiro de 2015, foi professor convidado para ministrar o curso de composição pela Oficina de Música de Curitiba.

Suas obras sinfônicas têm sido apresentadas por orquestras brasileiras, como a OSESP, OSB, OSRP, Sinfônica Nacional da UFF de Niterói, Filarmônica Amazonas de Manaus e Sinfônica Municipal de Santos. No exterior, já atuou em países como Alemanha (Schauspielhaus – hoje Konzerthaus - de Berlim), Áustria (Mozarteum de Salzburg), Bélgica (Teatro do Conservatório Real de Gent), Canadá (Universidade McGill de Montreal), Estados Unidos (California State University Summer Arts), Itália (Sinfônica Regional de Molise), México (Foro Internacional de Musica Nueva Manuel Henriquez, na Cidade do México, com a Filarmônia da Cidade do México), Suíça (Academia de Música da Basiléia), Uruguai, França (Château de Lunéville) e País Basco (Sinfônica de Bilbao).

Já realizou gravações para diversas rádios como a Rádio Cultura FM de São Paulo, a BBC de Londres, a Rádio DDR II de Berlim e a Rádio Belga de Língua Holandesa. Como cravista e musicólogo, já gravou um LP e um CD com música brasileira do período colonial e, como pianista, dois CDs com as canções de Gilberto Mendes, sendo o segundo em conjunto com Fernando Portari e Rosana Lamosa, num projeto CCSP / Petrobrás. Gravou também como pianista solista o CD OHL 50 Anos de Bossa-Nova – Tom Jobim frente à OSRP (sob regência de Cláudio Cruz).

Desde fevereiro de 1999, foi professor da ECA-USP, em São Paulo, transferindo-se, em 2002, para o Curso de Música pela USP no Campus de Ribeirão Preto (como professor decano e fundador), que, em dezembro de 2010, tornou-se o novo Departamento de Música da FFCLRP-USP, do qual é hoje professor titular, ministrando disciplinas Música Brasileira, Teoria Musical e Práticas Interpretativas (Orquestra).

Pela FFCLRP-USP é curador da série Concertos USP / Theatro Pedro II no Theatro Pedro II (desde 1997, sendo que, desde 2004, com sede no Theatro Pedro II) e, mais recentemente, também das séries Filô & Direito tem concerto (em parceria com a FDRP-USP, até 2017) e Concertos USP – Prefeitura de São Carlos (em parceria com o Campus da USP de São Carlos).

É fundador e diretor artístico do Ensemble Mentemanuque (desde 1993) e da USP-Filarmônica (desde 2011).

Desde 2012, é coordenador científico do Núcleo de Pesquisa em Ciências da Performance em Música (NAP-CIPEM), contemplado pelo Programa de Incentivo à Pesquisa da Pró-Reitoria de Pesquisa da USP; e também diretor científico do Centro de Memória das Artes, projeto contemplado pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP. Lidera o grupo de pesquisa Poíesis, Práxis e Theoria em Música pelo CNPq.

É professor responsável pelo Festival Música Nova “Gilberto Mendes” que, desde 2012, tem a USP de Ribeirão Preto como sede.

http://musica.ffclrp.usp.br/rubens_curriculo.html

Contacto: rubensricciardi@gmail.com
 

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Releitura do famoso ciclo de Gymnopedies de Eric Satie.

Grabaciónhttps://www.youtube.com/watch?v=wy1FfecOACE&ab_channel=USPFILARM%C3%94NICARubensRussomannoRicciardi